Final Fantasy XVI e um pouquinho de saudosismo bobo

Então, semana passada a Sony fez uma apresentação de quase meia hora só mostrando como será o próximo Final Fantasy, Este que será dirigido por Naoki Yoshida, que foi o responsável por salvar Final Fantasy XIV, o último MMO da Square, da falência e total fracasso. Para quem não viu, o tal vídeo está aí em cima se tiverem disposição de ver.

Agora estava pensando em começar a reclamar do jogo. Que não parece Final Fantasy, que tem muito cara de RPG ocidental. Que o Yoshida é feio e tem cara de mamão… Enfim, tudo o que os velhos como eu que acompanham essa série há décadas já têm na ponta da língua. E não me julguem mal, tenho alguns pontos que me incomodam no jogo que vou expor mais a frente, mas não agora. Agora é hora de falar de outras coisas.

Uma delas é como Final Fantasy está, desde muitos anos, desesperadamente tentando ganhar a legitimidade de jogo “triple A”. Aliás, quase nenhum JRPG tem essa legitimidade. De fato, acho que só Final Fantasy tenta isso. Tales of Arise, jogo que saiu ano retrasado se não me engado, apesar de ser lindo graficamente e em mecânicas, não tem esse carimbo na testa. Muitos vão dizer que é por preconceito com desenvolvedores japoneses. Eu tendo a concordar com isso. O próprio termo JRPG começou como um troço meio racista no início da geração do PS3 e do Xbox 360. O próprio Yoshida não gosta desse termo, como já disse recentemente.

O que me leva a pensar: Será que essa busca por ser “Triple A” não é meio sem sentido. Até porque todos os jogos que se dizem assim, na minha opinião, acabam se parecendo demais uns com os outros. Quase todos têm as mesmas mecânicas e formas para tentar pegar o “jogador médio”. Só lembrar todos os Assassin’s Creed, Far Cry e GTA – pra não ficar só falando mal da Ubisoft, claro. Todos esses jogos parecem a mim muito iguais. Mas aí alguém pode me dizer, “Michel, seu petulante de meia tigela, você joga Valhalla e Far Cry 6 até cansar! Vá se ferrar, seu hipócrita!”. E realmente eu não teria uma resposta melhor para essa pessoa que eu não sou perfeito, longe disso.

Mas do que eu estava falando mesmo?…

Ah, sim! Final Fantasy XVI!… Acho que falar mal do mundo me pegou antes do que eu estava planejando. Enfim…

O que não dá pra negar é que todo o trabalho do jogo parece muito bem feito. Devo dizer que confio no que o Yoshida coloca a mão desde que o sujeito conseguiu salvar Final Fantasy XIV da morte certa e torná-lo o maior MMORPG do mercado. Digo até que tenho altas expectativas com o sistema de batalha. Sim, chamaram o cara que fez a batalha de Devil May Cry 5 pra trabalhar no jogo, o que claramente fez tudo parecer um esmaga-botões descerebrado. E por mais que eu ache que um RPG japonês deveria ser um pouco mais cadenciado, talvez não seja uma mudança muito ruim no final das contas. Mas isso só saberemos no dia que o jogo for lançado e todo mundo estiver jogando.

Todo mundo, menos eu, que vou esperar o lançamento para PC porque usei a grana que talvez daria para comprar um PS5 eu usei num computador novo. Talvez nem desse pra comprar um PS5 na verdade, mas divago… E falando nesse tema, acho uma sacanagem esse acordo da Square com a Sony de lançar as coisas primeiro no console deles. Tenho certeza que a Square perde muitas vendas com essa lambeção de botas. Mas imagino que isso sejam coisa de japonês tentando proteger sua indústria… O que causou a droga do aparecimento do termo JRPG e seu uso racista lá atrás, como falei antes. Só queria dizer que a Square parece que está parada no final dos anos 90 início dos 2000 com esse negócio.

Finalizando que já acho que falei demais e de um jeito meio sem sentido. Final Fantasy XVI parece um jogo bom, mas gostaria que a Sony não tivesse esse acordo de exclusividade com a Square por tanto tempo. E espero também que os desenvolvedores japoneses parassem de paparicar a Sony só um pouco. No caso, acho que só a Square faça muito isso…

Bem, por hoje é só. Desculpa qualquer coisa e talvez eu tente fazer mais sentido da próxima vez.

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