Acho que todo mundo que gosta de videogame e não esteja enfiado debaixo de uma pedra nos últimos tempos sabe que o último console da Nintendo, o infame Nintendo Switch, é uma porteira aberta para emulação e pirataria enlouquecida. Até a mais infame ainda empresa que o criou sabe disso. Haja vista tentarem a todo custo acabar com essa farra da galera de pegar o jogo do momento e já colocar no emulador, onde ele funciona muito melhor que no próprio videogame estúpido para o qual ele foi projetado. Tem gente até preocupada no youtube porque um ou outro projeto está acabando justamente porque a Nintendo está bravinha… Mas vou dizer uma coisinha para vocês que não têm um milhão de anos como eu: não vai dar certo. Tentar parar projetos de emulação e desenvolvimento de ferramentas próprias para um console vulnerável em sua essência tem a mesma utilidade que enxugar gelo. É uma perda total e colossal de tempo.
Mas então, por quê a Nintendo continua com essa palhaçada? Simples, para botar medo nos moleques que não conhecem história e fazê-los comprar seus jogos super inflacionados e repetitivos. E parece que a estratégia continua funcionando por décadas…
Ainda me lembro quando um maluco simplesmente conseguiu emular o Nintendo 64 ainda no auge do console. De um dia para o outro, todos que tinham um computador razoável podiam jogar Mario e Zelda sem ter que pagar nada para aqueles japoneses safados e gananciosos. A reação da Nintendo não foi só igual, foi maior. Mas deram com a cara na porta e a emulação dos seus videogames continuou sem problemas.
Agora, o tão esperado novo jogo de A Lenda de Zelda está para sair dia 12 de maio. Ou melhor, saiu já, com dez dias de antecedência para quem tem acesso aos mares revoltos da internet. E todos já enfiaram o jogo em seus consoles modificados e emuladores. Aliás, desde o início o jogo conseguiu ser razoavelmente emulável. O que foi muito mais do que aconteceu quando lançaram o Zelda anterior, mas isso não interessa agora. Mas nada disso conseguiu aplacar a fúria dos nintendistas, que avançam como um exército contra todo mundo que fale do jogo antes da data oficial – o Kotaku sofreu isso. O que é meio que esperado de gente que diz todo orgulhoso que vai comprar o maldito jogo. Um jogo que aqui em terras caraíbas custa a bagatela de 400 reais!
Sim, um bando de idiotas se sentem orgulhosos em dar uma grana preta num produto que nem uma mísera legenda em português tem. E sabe por quê não tem? Porque a Nintendo não dá a mínima bola para o seu país ou você, nintendista otário brasileiro. Eles estão pouco se fodendo pro bando de macacos pardos do hemisfério sul. Não tem sorriso do Miyamoto pra você, nem hoje nem nunca. E se ainda assim você quer se sentir orgulhoso por dar dinheiro para essa empresa, bem, não tenho adjetivos negativos o suficiente para você.
“Mas e quanto ao Zelda, seu energúmeno”, você que ainda está lendo me pergunta. Bem, ele já saiu, e eu como bom curioso joguei um pouco. Mais ou menos o mesmo tanto que joguei o Breath of the Wild, o que deve dar umas duas ou três horas. Depois disso começo a babar de tédio e sinto um impulso fortíssimo de destruir a mim e o computador. E eu só tenho esse computador…
Na boa, não consigo entender o que vocês viram no jogo.
O primeiro é uma pasmaceira sem história nenhuma em que você vai andando pra lá e pra cá subindo em torres para ver o mapa e eventualmente liberar um robô gigante sobre uma influência maligna. Tudo isso para no fim, os robôs apenas soltarem um raio no grande inimigo final, retirando metade dos seus pontos e vida, e só. Sim, eu vi o final no youtube, não tive saco pra chegar até ali… Mas ainda assim tem gente dizendo que foi o maior acontecimento desde a invenção da empada de camarão – eu adoro empada de camarão. Sendo que existem jogos por aí que são muito, mas muito melhores do que Zelda. Skyrim consegue ser mais interessante com seu mundo e, principalmente, sua história, do que as andanças sem rumo do Link. Mesmo que no final seja só “matar o dragão malvado”, temos toneladas de história e personagens interessantes para interagir. O que não acontece com quase nenhum Zelda. E definitivamente não acontece com Breath of the Wild e Tears of the Kingdom – finalmente disse o nome!
Vou ser até mais ousado e dizer que os mundos exagerados da Ubisoft são bem melhores. Eu sou do tipo que não liga pra conquistas ou limpar o mapa, logo, o desenvolvedor pode colocar um ponto de interesse em cada centímetro do cenário que eu não vou dar a mínima bola. Continuarei no meu caminho. Tudo isso para dizer, que o mundo de Assassin’s Creed: Valhalla me sai muito mais interessante, crível e divertido do que qualquer coisa que a Nintendo pode fazer. “Mas não dá pra usar magnetismo nem colar uma pedra num toco de madeira”, argumenta você. Eu apenas digo que tudo isso é perfumaria. No fim o que vai importar é o mundo e a história dele.
O que eu vejo é que a Nintendo a uns bons anos, tem acostumado os seus fãs a engolirem qualquer mecânica boba e chata que normalmente ninguém se importaria em fazer. E ainda chamam isso de originalidade. Olha só, agora você pode fazer uma pedra voar com você em cima da pedra, ou agora dá pra fazer um carro. Nunca, em tempo algum é sobre a maldita história. E sabem por quê? Vou dizer o que ninguém tem coragem de dizer: Porque nem Zelda, nem Mario, nem nenhum jogo da Nintendo tem uma maldita historia. São todos iguais com uma ou outra mecânica diferente só para enganar os otários a comprar. E fazem isso a quatro décadas! Mas se você acha tudo bem, que tem que ser assim mesmo, que isso é a essência do videogame, tenho uma notícia pra você: Zelda: Tears of the Kingdom está a 400 reais no Brasil e nada vai mudar isso. E você não vai ganhar um beijo do Miyamoto.
Dito isso tudo, mesmo que de uma forma um pouco exaltada só queria terminar com uma coisa: Piratear a Nintendo é a coisa mais moral e justa que qualquer um em qualquer parte do planeta deve fazer. Apoio firmemente a turma que gasta seu tempo quebrando a cabeça para criar os emuladores. Até porque, só assim que posso jogos Shin Megami Tensei V, um jogo infinitamente melhor que qualquer Zelda. Bem, por enquanto é isso. Até mais!
